domingo, 25 de agosto de 2013

O Despertar da Revolução

   De acordo com o dicionário a palavra revolução tem diversos significados, alguns até mesmo voltados para a astronomia e a física. Porém o sentido de revolução que estamos estudando enfoca o movimento que surge no seio de um povo, mostrando a insatisfação popular com a forma de governo em vigor, a opressão sofrida devido a questões econômicas, étnicas, religiosas e sociais. Do ponto de vista histórico, as revoluções podem ter dois resultados significativos; o primeiro é a evolução de um sistema de produção, tal como a Revolução Industrial, o segundo resultado é uma mudança radical, tal como a Revolução Francesa. Sinônimos como: revolta, sublevação, rebelião, indignação, agitação e etc, passaram a ser usados como um vocábulo político a partir do séc. XVII.
   As revoluções são caracterizadas por acontecimentos que promovem uma mudança radical nas ordens políticas, sociais, culturais e econômicas. Porém estes movimentos nas maiorias das vezes são marcados pela maneira violenta em que são executados, exemplos notórios destas atitudes são a Revolução Francesa e constitucionalista de 32, onde foi necessário uso de muita força física. Mas salva-se algumas exceções onde os movimentos podem sim ser pacíficos, as chamadas Revoluções Coloridas e Revolução de Veludo são exemplos disto. A Revolução Laranja que ocorreu na Ucrânia teve início com as eleições fraudulentas de 2004, devido a isto meio milhão de pessoas foram as ruas para protestar contra a vitória do primeiro-ministro Viktor Yanukovich. Em 26 de dezembro de 2004, a "revolução laranja" cantou vitória na Ucrânia, pois Viktor Yushchenko, venceu as eleições com 52% dos votos, contra 44% de votos para o candidato pró-Rússia, Viktor Yanukovich. Entretanto a Revolução Laranja não teve todos os seus objetivos concretizados e com isso ela ainda não obteve seu fim. Essas transformações ocorrem também de um modo progressivo, contínuo, muitas vezes até de maneira repentina.
   O pintor francês Eugène Delacroix pintou o quadro "A Liberdade Guiando o Povo" para comemorar a Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Após a queda de Napoleão Bonaparte, as potências européias se reuniram para manter a monarquia absolutista no poder, com isso a família Bourbon restitui o trono francês. Após o reinado de Luís XVIII, Carlos X assumi o poder, porém este toma uma série de medidas impopulares, ocasionando nos dias 27, 28 e 29 de julho de 1830 uma guerra civil iniciada pelo povo francês e a burguesia, o chamado "Os três dias gloriosos". Carloz X abdica o trono dano lugar a Luís I que em 1848 abdica também, sendo conhecido como rei burguês e último a governar a França.
   Uma mulher representando a Liberdade, guia o povo por cima dos cadáveres que representavam a elite do rei, levando a bandeira tricolor da Revolução francesa em uma mão e brandindo um mosquete com baioneta na outra. O monte de corpos derrotados atuam como uma espécie de pedestal de onde a Liberdade passa, descalça e com os seios nus, de lona e no espaço do espectador. O barrete que ela usa simbolizou a liberdade durante a primeira Revolução Francesa. Delacroix queria colocar a mais pura realidade em sua pintura, podemos observar isto em uma homem que esta sem as calças, ele provavelmente teve suas roupas roubadas pelos revoltosos e ainda as outras personagens com outros objetos como armas dos cadáveres.
   Os lutadores são uma mistura de classes sociais, que vão desde as classes mais altas, representadas pelo jovem com uma cartola, para a classe média ou a revolucionária burguesia, como exemplificado pelo menino segurando as pistolas. O que todos têm em comum é o ardor e a determinação nos olhos. Além da bandeira empunhada pela Liberdade, em segundo plano, pode ser vista também uma bandeira igual, muito longe, nas torres de Notre Dame.


                                                                                                                           Taline Fernanda

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